RESENHA DO LIVRO ''SEGREDOS OBSCUROS'' DE CAROLINE DEMANTOVA



Hoy, abiguitos.
Cá estou para escrever sobre minha última leitura, o suspense ' Segredos Obscuros ' da autora nacional Caroline Demantova. Farei o possível para não ficar destilando spoilers, a fim de que não os façam perder o interesse nesta enigmática trama.



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  • Título: Segredos Obscuros
  • Autor: Caroline Demantova
  • ISBN-13: 9788542808582
  • ISBN-10: 8542808584
  • Ano: 2016
  • Páginas: 560
  • Idioma: Português (BR)
  • Editora: Novo Século (Novos Talentos da Literatura Brasileira)
  • Sinopse: Roxana Irving, uma ex-modelo famosa por escrever um livro sobre os bastidores da moda, decide se retirar para um isolado hotel fazenda no interior do Paraná, a fim de escrever sobre um famoso homicídio ocorrido no local: Cristiano Diniz foi acusado de matar Barbara, sua esposa, com base em provas indiciárias. Entretanto, o corpo não foi descoberto e, mesmo assim, Cristiano foi denunciado por homicídio – eis que em seu carro foram encontradas uma bolsa e uma blusa contendo o sangue da vítima, e uma testemunha afirmou tê-lo visto carregando o corpo da esposa para o meio do mato.
    Um mês após a prisão de Cristiano, o corpo da esposa aparece misteriosamente. E pior: tudo indica que ela havia sido estrangulada nos estábulos do hotel, apenas duas horas antes. Mas esse crime, que culminou na morte de Barbara, nunca foi esclarecido, e Cristiano, desaparece num acidente de carro.
    Para desvendar esta intrincada e surpreendente trama, Roxana irá se deparar com segredos obscuros que envolvem a vítima e que ameaçam a vida do filho de Barbara.
  • Gênero: Suspense / Thriller / Literatura Nacional / Romance
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RESENHA


A partir do primeiro capítulo, Segredos Obscuros monta toda a estrutura de seu enredo recorrendo a instrumentos habituais de gêneros mais leves e desvinculando-se do rebuscamento de obras deste formato. Isso definitivamente é eficaz, já que o produto final é de mais de quinhentas páginas, portanto, haja criatividade: e houve.

Demantova empoderou-se da criação de diálogos impactantes e didáticos entre os seus personagens, tais quais eram os principais responsáveis em conduzir os prometidos segredos obscuros. Isso fez com que eu me lembrasse dos roteiros da dramaturga Maria Adelaide Amaral, que carregam a mesma essência, pelo menos em alguns notáveis parâmetros. 

Chegará um momento em que você irá parar e refletir sobre toda história de Bárbara. É chocante e comovente. Acredite e destrinche todos os lados ocultos da história.

Como a sinopse já narrava, a história gira em volta de Roxana (que parecia ter saído de Pret-à-Porter), uma protagonista extremamente humana, com sua construção singular e mestral. A bela mulher é uma ex-modelo, com um passado pra lá de conflitante, que naquele momento buscava se dedicar a concepção de um novo livro. Sim, ela também era escritora. Para tanto, viajou até a cidade de Santa Leocádia, onde um brutal assassinato é de conhecimento de todos os seus habitantes. Tal fato é justamente sobre o que Roxana busca escrever: a morte de Bárbara Leonardi e todos os efeitos externos desencadeados através disso.

A narrativa é a típica ''contando ''causos'', em terceira pessoa, e é elétrica ao interligar cenas e conversações que se ajustam pela necessidade da ex-modelo e escritora encontrar e reunir informações que a ajude escrever o seu novo livro. Tal habilidade (mérito pleno de Caroline) proporciona uma leitura aliviada mas que exige a criação de muitos fatos para não empobrecer a história. 

Os três se encararam, em silêncio. Finalmente ela aparecera. Finalmente, explicações seriam dadas. Aquele momento tão esperado finalmente se concretizara.
Em certos momentos a própria obra se 'autoengrandece' ao apresentar estilos comuns de uma sinopse. A exemplo disso temos a última linha da página catorze.

A elaboração dos personagens é profunda e criativa, bem como as peripécias mirabolantes que neles vão surgindo. Nessa colocação é que mora o maior feito ao ponto de ignição narrativo, que é ter dotado todos de uma ambiguidade, algo bem encontradiço no mundo real. Portanto, ninguém é só bom ou ruim. Todos temos as nossas razões, os nossos erros.

Outra característica engradecedora da trama são as ações socioeducativas recorrentes. Citarei as que eu pude captar, como a alienação parental que ocorre entre Dinorá e Cristiano, Abuso Sexual Infantil, Distúrbios de Personalidade, as Complexidades da Adoção, etc. 

Houveram alguns aspectos negativos, como em toda obra se há. A contante repetição de nomes, por exemplo, que poderiam ter sido melhor configurados na etapa de revisão. A maneira como todos os personagens, mesmo as crianças, possuem uniformidade de oratórias, implicando que todos tinham um inato domínio sobre a língua portuguesa. Os pequenos furos como o fato de Cristiano não ter descoberto sobre as constantes galhadas que sofria numa cidade tão pequena, onde todos não tinham papas na língua para fofocar.



Terapia pós-leitura

  • Eu quero um Cristiano para mim. <3. Ótimo pai, ótimo homem. 
  • Odeio Fernando, Dinorá, Bárbara, Frederico, Ricardo, Maribel (vadia), Henrique...
  • As reviravoltas são alucinantes. Reparem muito bem nos detalhes omissos e em como eles são importantes nas grandes revelações da história. 
  • Alguns componentes coadjuvantes conseguem ter momentos ímpares quando a atenção são voltadas a eles, através de cenas totalmente desconcertantes. 
  • Eu sabia que podia duvidar desses telefonemas misteriosos de Roxanaaaaaaa. Bicha danada.
  • Insano é como posso descrever um certo maluquinho, que nos momentos finais enlouquece de vez. 
  • Esse fucking livro nacional poderia ser muito bem adaptado à um formato televisivo, como uma minissérie. Cléo Pires se assentaria perfeitamente como Roxana. Bianca Bin como Maribel. Isis Valverde como Bárbara. Irene Ravache como Dinorá.
  • Recomendo após essa leitura, que assistam a esse curta-metragem sobre adoção.

Notas

  • Construção de personagens: 20/25. Sem dúvidas é um feito que merece ser ovacionado. Grandiosas delineações. Personalidades únicas e essencialmente ambíguas. Reafirmo: ninguém é somente bom ou ruim. Somos híbridos.
  • Condução da trama: 19/25. Entre cenas perfeitamente adaptadas e encaixadas, e algumas perceptivelmente arrastadas, não se há nada tão prejudicial a ponto de limitar a amplidão da trama.
  • Escrita/Tradução: 19/25. Demantova é categórica, objetiva e não se apega às meticulosidades descritivas dos fatos.
  • Fim: 18/25. Embora seja clichê, não poderia exigir ou me contentar com finalização melhor. Todos os pontos explicados, a felicidade tênue numa história de muito sofrimento. Merecido. 

  • Pontuação Final: 7,6/10
Assista ao booktrailer: 

O legal e o chatinho em Sense8 (Segunda Temporada) / Reviewzinha


Rêlou, abiguinhos.

Adivinha quem terminou de maratonar a Season 2 de uma das maiores atrações da Netflix? \O/ O grande feito nisso é que apenas dois dias foram suficientes para digerir o segundo ano de Sense8, a série mais cosmopolita de todos os tempos. 

Deixarei bem claro aqui que não tenho a intenção de parecer um crítico dos mais requintados. A minha opinião não transcende o campo de telespectador comum que sou. 

Em segundo lugar, todos os pontos de vistas sobre quaisquer assuntos são criteriosos e variáveis entre todas as pessoas, portanto, não pretendo formar ou induzir opiniões. Quero exteriorizar o meu humilde parecer. 
Simbora?!

Um pandemônio de identidades e tramas mal-organizadas. 

O legal:


  • A jornada de Sun Bak

Sem dúvidas, uma das protagonistas mais amadas, possivelmente por ser monossilábica, dispensando assim as falas clichês das quais Sense8 está impregnada. Por outro lado, suas cenas não revestidas de pancadaria e sua jornada se destina à tão desejada vingança contra o irmão, que se consolida novamente como um dos principais vilões da temporada mesmo não sendo regular. 

  • Certas mensagens de impacto

Alguns diálogos de valor poético e moral são bem-vindos e estão justamente no fio de condução da trama, afinal, toda boa história precisa ter um espírito educativo por trás dela, e aqui, aprendemos muito nesse sentido. 

  • A diversidade reinante

Assim como na primeira temporada, o roteiro contrai os mesmos movimentos sensuais que nos mobilizam a acreditar na diversidade como algo natural e tão belo. As irmãs Wachowski entendem bem disso e em conjunto com uma direção por vezes inspirada e uma fotografia solar, nos presenteiam com cenas de encher os olhos.

  • Wolfgang (trombose) e Kala

Que Will e Riley que nada! Nós vibramos mesmo é com o gostosão do Wolfgang e a indiana sem sal. O loiro é capaz de transformar essa dicotomia de mundos em algo interessante e por um momento fomos capazes de esquecer aquela cena vergonhosa envolvendo a mocinha e o Rajan ''pinto-quebrado'' no especial de natal. 

  • Coadjuvantes

Dani, Hernando, a senhora que foge com Sun da prisão, Amanita, Bug. <3

  • Lito Rodriguez

Nos foi mostrada a crua verdade que ronda o preconceito dos produtores de cinema. Lito, considerado galã e símbolo sexual masculino, vê sua carreira escorregar pelas mãos e a maneira como ele lida com isso, por si só, já traz grande consistência ao personagem e sua trama paralela. Menção honrosa para a cena da Parada Gay aqui no Brasil.



O chatinho:

  • O excesso de filosofia entre todos os personagens

Como disse anteriormente, há frases e diálogos impactantes que se encaixam na história, mas acho muito forçoso induzir que todos os personagens sejam " filósofos intelectuais", o tempo todo falando coisas inspiradas. Traz uma impressão nauseante pois se sabe que na vida existem mais pessoas grotescas que poéticas e por isso seria razoável delimitar as situações ou personagens que externariam palavras bonitas. 

  • O emaranhado da trama principal

A trama principal virou uma bagunça sem fim. Até agora estou sem entender certas coisas que, para mim pelo menos, soaram como criptografadas no sentido de: eles queriam dar mais ares científicos e complexos ao enredo, abrindo margens para grandes complicações, principalmente ao público mais ''lento''. 

  • Novos casais

Novos casais sujeitados à força em nossas gargantas como Capheus (o novo ator em nada lembra o antigo, parecem dois personagens completamente diferentes) e a jornalista bem-sucedida. Até a introdução de Sun com o detetive gatão foi piegas. Silas e a mãe do Capheus nem se fala... 

  • Situações inverossímeis 

> O sensate, que mantinha contato com Riley através das visitações sensoriais, salva Sun no Seul com aquela motocicleta. Foi super no sense
> Tudo bem que Wolfgang é f*da e está sempre acompanhado pelas habilidades dos outros, mas é muito estranho insistirem em colocá-lo em situações de poucas probabilidades de vitória.
> E por falar no nosso loirinho, que esquisitice foi aquela do cara oferecer uma boate para ele e o Félix?
>A interrupção do casamento da irmã de Nomi pareceu tão novelesca, arrisco usar a palavra - brega.

  • Abertura

CONTINUA CHATA, é um teste a paciência. Tortura!
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Analise Final

  • Roteiro/História: 12/25
  • Elenco/Atuação: 16/25
  • Direção: 18/25
  • Fotografia: 20/25
  • Total: 6,6/10



CRIE O SEU AVATAR COM O SEU PRÓPRIO ROSTO (ANDROID & iOS) + Download





Oi abiguinhos... Como estão?

Hoje trago uma dica insana para os diferenciados de plantão...  Com a ajuda de um aplicativo japonês (disponível tanto para Android, quanto para iOS) podemos montar avatares [aqueles bonequinhos fofinhos] com as nossas próprias faces. Bacana, né?


Descobri isso com um amigo fera em design gráfico, pedindo a ele para fazer um bonequinho meu. Ele me mostrou a praticidade em se fazer isso usando um programa gratuito e simplista para smartphones - o MyIdol - 3D Avatar Creator.


Esse App é fantástico!

Contando com a sincronização do seu rosto com aspectos 3D animados, ele funciona de maneira bem simples: você escolhe uma foto nítida sua e irá moldá-la de acordo com as suas proporções faciais... Em seguida, o próprio sistema escaneará as dimensões fotográficas convertendo-as logo após.

Concluído isso, será você quem editará todos os demais aspectos da miniatura, por exemplo, cabelo, cor da pele, roupas e adereços.


Prós


  • Você poderá tirar fotos dos avatares compartilhando-as em mídias sociais como o Instagram e o WeChat, assim como vídeos animados e hilários. [Haha, inclusive tem um meu dançando no pole dance].
  • Não trava.
  • O resultado é fiel e divertido. 


Contras


  • A qualidades das fotos e vídeos estão bem aquém das propostas fantásticas do App.
  • Poucas opções em cores de cabelos... Infelizmente não dá para mudar a cor dos modelos, que são em sua maioria negros.
  • O tom de pele mais escura nem se aproxima de ser um black bem Afro. :( Isso talvez ocorra pelo App ser japonês, mas penso que deviam atualizar isso já que o serviço está sendo usado por pessoas de todos os cantos do mundo.
  • Pode ocorrer de todos os dados do App se apagarem inexplicavelmente, fazendo com que você perca os avatares já salvos, portanto, recomendo salvarem toda mídia que fizerem na galeria, o quanto antes.


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