Como Um Só - Semi-Crônica de Marco Birkheuer



    Perdoar é um dom difícil , há pessoas que perdoam por necessidade , outras por capricho, na verdade é raro um perdão por bondade interior . Déa me arrancou o coração , e esqueceu de levar junto todas as memórias, todos os beijos. Tornei-me um ser micho , erradicado pela vontade de não viver, de não crescer. Numa terapia ocupacional , dedicava meu tempo em ir á lugares que íamos juntos, em pensar sonhos que sonhávamos juntos . Mesmo que não desse certo , isso era o que eu vivia , o que sentia , quando o amor falar para você com palavras loucas, todo o meu querer. Isso me fez ser pérfido , a ponto de achar que tudo podia voltar como antes. Encontrei-a sentava no banco da frente da praça da Alvorada , ela vestia trajes compostos , enveludados , luvas de couro , seu cabelo estava mudado , talvez tivesse ouvido meu conselho e voltado a ser ruiva. Ela encaminhava seu corpo ao meu , seu olhar me pedia desculpas , mas seu corpo me pedia acolhimento , e a sua mão em fogo acendeu meu corpo , como se quisesse procurar a flor. Pensei em tudo que pudesse falar, mas ela me calou num beijo primaveril em pleno inverno . Minha paixão voltaste á tona , mas como conseguiria levar um amor destes se soubesse, mesmo que uma verdade indireta, que ela só retornou á mim pelos boatos que fora abandonada pelo tal rapaz. Eu simplesmente não conseguia parar, tampouco tinha medo de parecer um bobo apaixonado , nem que ela sentisse meu coração bater . Quem sabe isso quer dizer amor?
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