Dia Nacional da Poesia - Especial






Nota Inicial : Voyagers? Tudo bom? Fiquei esses dois dias sem blogar somente porque estou exausto . Ganhei um livro - As vantagens de Ser invisível ( Eu já o tinha antes, mas doei no ultimo natal . ) do meu vôinho que fez uma viagem . Enfim , Hoje (14/13/14) é comemorado no Brasil o dia da Poesia, e baseado nisso preparei um post quentinho misturando com algumas poesias minhas . Let's Go .



Criada para difundir a poesia e a linguagem literária, a data foi escolhida para homenagear um de nossos maiores poetas, Antônio Frederico de Castro Alves, nascido na cidade de Curralinho (hoje Castro Alves), em 14 de março de 1847. Castro Alves foi considerado um dos mais brilhantes poetas românticos, responsável por uma nova concepção de amor na Literatura, além de um notável entusiasmo por grandes causas sociais, como a abolição da escravatura. Depois dele, muitos outros vieram, mas como grande poeta que foi, teve seu nome perpetuado em nossa história, sendo, então, digno de reverências e homenagens.


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E viva a Poesia, Viva os Poetas!

Algumas Poesias :



Veludo Negro -
Mississípi e sua seca constante
Jimmy Rogers bem alto no volante
Mamma's dancing com um bebe no ombro
Solte o som, eleve Melissa ao céu
Um novo amor, pode acontecer
Uma veste negra coberta no pólen mel
Veludo Negro , é seu beijo no meu sorriso
Veludo negro , é um som, som do mar
Uma nova religião que te deixará de joelhos
Veludo negro é aqui .
O menino doente
O menino dorme.
Para que o menino
Durma sossegado,
Sentada ao seu lado
A mãezinha canta:
— "Dodói, vai-te embora!
"Deixa o meu filhinho,
"Dorme . . . dorme . . . meu . . ."
Morta de fadiga,
Ela adormeceu.
Então, no ombro dela,
Um vulto de santa,
Na mesma cantiga,
Na mesma voz dela,
Se debruça e canta:
— "Dorme, meu amor.
"Dorme, meu benzinho . . . "
E o menino dorme.
Manuel Bandeira

 Cansaço
O NÁUFRAGO nadou por longas horas...
Na praia dorme frio num desmaio.
A força após a luta abandonou-o,
Do sol queimou-lhe a face ardente raio.
Pois eu sou como o nauta... Após a luta
Meu amor dorme lânguido no peito.
Cansado... talvez morto, dorme e dorme
Da indiferença no gelado leito.
Sobre as asas velozes a andorinha
Maneira se lançou nos puros ares...
Veio após o tufão... lutou debalde,
Mas em breve boiou por sobre os mares.
Eu sou como a andorinha... Ergui meu vôo
Sobre as asas gentis da fantasia.
A descrença nublou-me o céu da vida...
E a crença estrebuchou numa agonia.
Como as flores de estufa que emurchecem
Lembrando o céu azul do seu país,
Minha alma vai morrendo, suspirando
Por seus perdidos sonhos tão gentis.
E que durma ... E que durma ... ó virgem santa,
Que criou sempre pura a fantasia,
Só a ti é que eu quero que te sentes
Ao meu lado na última agonia.
Castro Alves

fonte matéria-mescla do Brasil Escola.


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