Cidadezinha de Papel!

ARTIGO DE OPINIÃO – Marco Birkheuer


            A urbe de Espinosa se depara a um problema sinuosamente desagradável – estar presa no estereótipo de cidadezinha-entulho. Não, não digo isso por conta do tamanho, ela teria potencial de ser uma pequena notável, já que existem tantos mini distritos tão organizados e reconhecidos, mas por que não aqui? A cidade encontra-se numa balburdia instaurada plenamente no que os cidadãos não veem, ou apenas não querem ver.
            Fundamentalmente os problemas começam diretamente das autoridades, que vedam os olhos diante das necessidades do município. Articule-me: onde está o bom atendimento de saúde, a cultura condecorada, a educação em sua forma mais digna, ou até mesmo as boas condições aos que habitam? É preciso haver raça para dissipar essa marca que nos marca, a mancha que nos estipula como o povo que vive a margem da precisão alheia. Veja bem, se precisamos de atendimento médico mais adequado pra onde carecemos ir? Para uma metrópole? Se ficarmos iremos para uma necrópole? E o lixo espalhado pelas ruas? Está certo, lixo é problema de qualquer lugar, mas não temos que ver o problema dos outros, e sim basicamente o nosso. A educação familiar, não adianta nada os pais doutrinarem o bê-á-bá, tem que começar instruindo as boas maneiras de dizer: por favor, obrigado. Em lugares remotos, as crianças não ligam se você é grande, pequeno, do cabelo crespo, elas apenas nos aceitam. Agora, e sobre os corcéis perambulando pela cidade? Eles não têm culpa alguma, eles são proprietários do planeta terra tanto quanto a gente, mas a diferença é que eles são irracionais, e o cidadão, que além de explorar os animais, os deixam pelas ruas impedindo a transição de carros. Os fatos se recendem infinitamente.

            Não podemos esperar uma auto mudança. Precisamos começar em nosso intimo. Conhece a carne fraca? Precisamos ser do tipo carne dura. Em direção a um lugar melhor. Um lugar sadio. O mesmo lugar onde nossos antecedentes cresceram com ótimos modos. Temos que gritar em torno de nossos direitos e deveres, e derrubar essa Muralha da China que nos prende a uma ignorância semi-intelectual.  
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