Review - A Regra do Jogo


Há tempos eu não via algo tão decente em rede aberta. Já é certo que o autor consagrado João Emanuel Carneiro (de Cobras e Lagartos, Da Cor do Pecado, Central do Brasil, A Favorita, A Cura e Avenida Brasil) é o melhor de sua linhagem, mas tal dom está se espalhando cada vez mais por sua veia artística. 

A trama confabula os inúmeros dramas dos protagonistas, estes dúbios, e apresenta com dignidade um enredo cheio de suspense, romances, e eventos cômicos.

Confesso que na primeira semana fiquei com o pé atrás diante do medo daquela obra se esgueirar para o mesmo destino trágico de sua antecessora, mas agora, já estou calmo diante disso. 


História (via Wiki)

Romero Rômulo (Alexandre Nero) é um ex-vereador que tem uma vida menos óbvia do que parece – isso porque ele sabe como ninguém camuflar quem é de verdade. O que a maioria das pessoas vê é um homem altruísta e corajoso, disposto a ajudar ex-detentos em busca de reintegração. Mas será que existe outra camada escondida por debaixo? Romero se envolverá com a sensual e perigosa Atena (Giovanna Antonelli).


A princípio, Romero não sabe, mas Atena não deixa passar nenhuma oportunidade sem tirar proveito. Impulsiva e imoral, ela não dá ponto sem nó, o que vale é identificar alguém para aplicar algum golpe que lhe renda grana no bolso. No início da história, ela é surpreendida por Victor (João Baldasserini), um comparsa do passado que volta para um belo acerto de contas, e a quem vai permanecer presa.

Um dos maiores desafetos de Romero Rômulo é Zé Maria (Tony Ramos), homem misterioso que está foragido. Ele é pai de Juliano (Cauã Reymond) e companheiro de Djanira (Cássia Kis), moradora do Morro da Macaca e quem mais conhece Romero – talvez a única que saiba do que a sua essência é feita. Desde que Zé foi obrigado a fugir por causa de um crime que ele jura não ter cometido, Djanira, que dedica ao amado uma confiança incondicional, ficou encarregada da criação de Juliano.

Djanira tem ainda outro amor em sua vida: sua segunda filha adotiva, Maria Vitória, a Tóia (Vanessa Giácomo), jovem que sempre correu atrás dos seus sonhos, nunca recebeu nada na vida de bandeja e cujo caráter não levanta suspeitas. Ela cresceu ao lado de Juliano na casa de Djanira, e os dois começaram a namorar desde cedo. O desejo deles, e da mãe de criação, é de se casarem e viverem felizes para sempre, mas os planos de vingança de Juliano podem acabar atrapalhando esse destino.


Melhores e Piores

  • A HISTÓRIA EM SI, CARAMBA. Vale muito a pena.
  • A trilha sonora impecável.
  • O investimento da caixa-cênica pela autora Amora Mautner, que também a criou.
  • O elenco está divinamente entrosado, destaco Alexandre Nero, que apesar de estar emendando um trabalho, nem de perto lembra o antigo, Giovanna Antonelli, Cassia Kis (em seu melhor momento numa novela), Renata Sorrah, Vanessa Giácomo.
  • Cauã Reymond ainda não mostrou a o que veio.
  • Excesso de núcleos e personagens imprecisos, como a filha lésbica de Feliciano e sua namorada.
  • A personagem Domingas, interpretada por Maeve Jinkings, tem uma força impactante em sua trama com os abusos do marido Juca, mas a atriz é verdadeiramente péssima,  e sua atuação consiste apenas num chororô meloso.
  • As cenas entre Atena e Romero são <3, não vemos um casal assim há séculos.

Estrelinhas: **** (Quase perfeito, mas ainda dá pra chegar lá.)



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