RESENHA DO LIVRO ''O DIÁRIO DE UMA TORCEDORA'' #CAMPANHALEIAUMNACIONAL

Livro ''O Diário de Uma Torcedora''

Opa, abigos.   

Hoje vim trazer a resenha de mais uma obra da #CampanhaLeiaUmNacional. O livro da vez é ‘’O Diário de Uma Torcedora’’, um romance juvenil escrito pela estreante Beatriz Sônego Zanette.
A resenha não terá spoilers, sendo puramente uma análise formidável, objetiva e honesta.

Ficha

  • · Título: O Diário de uma Torcedora
  •   Autor: Beatriz Sônego Zanette
  • · ISBN: 978-85-5996-131-7
  • · Ano: 2016
  • · Páginas: 186
  • · Idioma: Português (BR)
  • · Editora: Mil Palavras / Grupo Multifoco
  •   Gênero: Infanto-juvenil
  • · Sinopse: Maria Clara é uma menina de 14 anos que tem uma porção de amigos! Nesse diário você vai ver com ela todas as aventuras de um ano inteiro ao lado desses amigos incríveis! Os sonhos, as alegrias, seu time de futebol do coração, sua escola, seu primeiro amor e todas as viagens incríveis que essa turma toda fez. O Diário de uma Torcedora é um livro que vai te levar à Criciúma – SC, cidade natal de Maria Clara, e te fazer ser um torcedor também.
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Uma jornada jubilosa em uma história pura e liberta dos estereótipos do gênero.

Resenha (não contém spoilers)

A parceria entre eu e a autora, Beatriz, foi concebida de maneira inesperada, tendo em vista que aconteceu assim que ingressei em um grupo de leitura, encontrando-a e me dispondo a traçar uma análise crítica à sua primeira obra.

Eu confesso ter ficado receoso, já que se tratava de um gênero incomum em nosso blog – um romance pueril claramente direcionado ao público adolescente. E esse ‘’mundo novo’’ trouxe uma gratíssima surpresa ao me presentear com uma leitura ágil e impregnada de leveza.

Simples, apolíneo e dotado de leveza. Uma paixão gritante pela bola na trave!


No primeiro capítulo, tomamos conhecimento da protagonista Maria Clara, uma mocinha de catorze anos, que introduz vertiginosamente todo o seu contexto social, ou seja, tudo aquilo que lhe cerca – seus gostos, amizades, características e o aspecto principal que a estigmatiza: sua paixão por um time de futebol, o Criciúma.

Todas essas informações crescentes tornam-se corriqueiras, o que não significa que deixam de ser interessantes. Na verdade, a metódica de escrita, similar a de um diário (como o próprio título diz), exige que o ritmo seja transpassado dessa mesma maneira, dispensando assim a meticulosidade dos fatos e atentando-se determinadamente a criar um vínculo tênue com o leitor.  Beatriz realiza essa tarefa da melhor maneira, ainda enriquecendo toda consistência da trama que se torna didática.

A turma de personagens são fascinantes e, de imediato, nos bate aquela nostalgia da juventude.

A didatização, por aqui dita, é semeada com fervor quando a autora elucida os pontos primordiais da obra: o time, a fraternidade entre amigos e o nascimento do primeiro amor, que ocorre entre Maria e o jovem encantador Diego.

Marco Birkheuer
Essa relação amorosa é simples e doce, principalmente ao atribuir-se um desenvolvimento natural, nada apelativo, que faz com que, inevitavelmente, os interlocutores, principalmente ‘meninas’, se desmanchem sempre que o Diego der aquele sinalzinho de que realmente está super a fim da menina.

O livro também quebra o estereótipo de gêneros juvenis, ao inverter e misturar os papéis de garotos e garotas. Quem foi que disse que meninas não podem gostar de futebol? A obra trata diretamente disso, envolvendo-nos à uma conexão simpática entre a personagem principal e seu direcionamento em pretender ser a maior torcedora vibrante do Criciúma. 

Interessantemente, há menções à importantes jogadores que realmente já passaram pelo time. 

Há um capítulo inovador (e muito promissor) que trata somente de inúmeras curiosidades. O jovem leitor voluntariamente absorverá informações muito úteis à amantes do futebolismo, culinária e vários outros simbolismos gratuítos.

Vale também aplaudir a arte principal da obra, contida na capa. É inspiradora e repleta de elementos muito bem esboçados e genuínos. 

Notas


  • Construção de personagens: 20/25
  • Condução da trama: 20/25: a miscelânea de novas informações recorrentes na trama constrói a riqueza exterior do enredo.
  • Escrita/Tradução: 23/25 : simples, apolíneo e dotado de leveza.
  • Fim: 17/25: Não há um grande impacto ou evento final, e a novidade da trama é exatamente essa, especialmente por não chocar ou confundir o leitor. O único pecado nisso é ter negado a chance de se construir um clímax com alguma ação-socioeducativa, já que a história possuía potencial de sobra para executar tal ato. Entretanto, ao mesmo tempo que erra, acerta em manter o ritmo inicial que, com toda certeza, se tornará satisfatório aos interlocutores alvo. 
  • Pontuação Final: 8,5/10 

Perfil da Autora

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Escritora Beatriz Sônego Zanette
     ''Beatriz Sônego Zanette é uma jovem escritora de 20 anos, natural de Criciúma em Santa Catarina, que se apaixonou por livros na infância quando ouvia sua mãe lhe contar histórias. Passou a época escolar lendo livros da biblioteca e isso fortaleceu o sonho de se tornar uma escritora. Deu início a esse sonho em setembro de 2013 e agora lança seu primeiro livro. A paixão pela leitura também definiu sua escolha na vida acadêmica: Beatriz estuda letras e pretende lecionar Literatura e Língua Portuguesa para os seus futuros alunos. ''
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    Parabéns, Bea! Amei conhecer você, seu trabalho e essa grande e espirituosa conquista. Desejo-te todo amor do mundo. Você é uma guerreira dona de um sorriso e de um talento que se cruzam tornando-te ainda mais incrível! Meu blog e minha vida sempre estarão aqui para te acolher e te aplaudir de pé!

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