O legal e o chatinho em Sense8 (Segunda Temporada) / Reviewzinha


Rêlou, abiguinhos.

Adivinha quem terminou de maratonar a Season 2 de uma das maiores atrações da Netflix? \O/ O grande feito nisso é que apenas dois dias foram suficientes para digerir o segundo ano de Sense8, a série mais cosmopolita de todos os tempos. 

Deixarei bem claro aqui que não tenho a intenção de parecer um crítico dos mais requintados. A minha opinião não transcende o campo de telespectador comum que sou. 

Em segundo lugar, todos os pontos de vistas sobre quaisquer assuntos são criteriosos e variáveis entre todas as pessoas, portanto, não pretendo formar ou induzir opiniões. Quero exteriorizar o meu humilde parecer. 
Simbora?!

Um pandemônio de identidades e tramas mal-organizadas. 

O legal:


  • A jornada de Sun Bak

Sem dúvidas, uma das protagonistas mais amadas, possivelmente por ser monossilábica, dispensando assim as falas clichês das quais Sense8 está impregnada. Por outro lado, suas cenas não revestidas de pancadaria e sua jornada se destina à tão desejada vingança contra o irmão, que se consolida novamente como um dos principais vilões da temporada mesmo não sendo regular. 

  • Certas mensagens de impacto

Alguns diálogos de valor poético e moral são bem-vindos e estão justamente no fio de condução da trama, afinal, toda boa história precisa ter um espírito educativo por trás dela, e aqui, aprendemos muito nesse sentido. 

  • A diversidade reinante

Assim como na primeira temporada, o roteiro contrai os mesmos movimentos sensuais que nos mobilizam a acreditar na diversidade como algo natural e tão belo. As irmãs Wachowski entendem bem disso e em conjunto com uma direção por vezes inspirada e uma fotografia solar, nos presenteiam com cenas de encher os olhos.

  • Wolfgang (trombose) e Kala

Que Will e Riley que nada! Nós vibramos mesmo é com o gostosão do Wolfgang e a indiana sem sal. O loiro é capaz de transformar essa dicotomia de mundos em algo interessante e por um momento fomos capazes de esquecer aquela cena vergonhosa envolvendo a mocinha e o Rajan ''pinto-quebrado'' no especial de natal. 

  • Coadjuvantes

Dani, Hernando, a senhora que foge com Sun da prisão, Amanita, Bug. <3

  • Lito Rodriguez

Nos foi mostrada a crua verdade que ronda o preconceito dos produtores de cinema. Lito, considerado galã e símbolo sexual masculino, vê sua carreira escorregar pelas mãos e a maneira como ele lida com isso, por si só, já traz grande consistência ao personagem e sua trama paralela. Menção honrosa para a cena da Parada Gay aqui no Brasil.



O chatinho:

  • O excesso de filosofia entre todos os personagens

Como disse anteriormente, há frases e diálogos impactantes que se encaixam na história, mas acho muito forçoso induzir que todos os personagens sejam " filósofos intelectuais", o tempo todo falando coisas inspiradas. Traz uma impressão nauseante pois se sabe que na vida existem mais pessoas grotescas que poéticas e por isso seria razoável delimitar as situações ou personagens que externariam palavras bonitas. 

  • O emaranhado da trama principal

A trama principal virou uma bagunça sem fim. Até agora estou sem entender certas coisas que, para mim pelo menos, soaram como criptografadas no sentido de: eles queriam dar mais ares científicos e complexos ao enredo, abrindo margens para grandes complicações, principalmente ao público mais ''lento''. 

  • Novos casais

Novos casais sujeitados à força em nossas gargantas como Capheus (o novo ator em nada lembra o antigo, parecem dois personagens completamente diferentes) e a jornalista bem-sucedida. Até a introdução de Sun com o detetive gatão foi piegas. Silas e a mãe do Capheus nem se fala... 

  • Situações inverossímeis 

> O sensate, que mantinha contato com Riley através das visitações sensoriais, salva Sun no Seul com aquela motocicleta. Foi super no sense
> Tudo bem que Wolfgang é f*da e está sempre acompanhado pelas habilidades dos outros, mas é muito estranho insistirem em colocá-lo em situações de poucas probabilidades de vitória.
> E por falar no nosso loirinho, que esquisitice foi aquela do cara oferecer uma boate para ele e o Félix?
>A interrupção do casamento da irmã de Nomi pareceu tão novelesca, arrisco usar a palavra - brega.

  • Abertura

CONTINUA CHATA, é um teste a paciência. Tortura!
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Analise Final

  • Roteiro/História: 12/25
  • Elenco/Atuação: 16/25
  • Direção: 18/25
  • Fotografia: 20/25
  • Total: 6,6/10



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